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quarta-feira, 23 de março de 2016

Oies

Galera, como vocês já devem saber, estou no cursinho novamente (medicina é um terror, viu) e  estou sem tempo, me desculpa pela demora, planejo postar logo. Apenas queria saber se tem alguém ainda por aqui? 😊😘

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Skater Boy - Capítulo 32


Acabamos não voltando para casa. Miley simplesmente não deixou, e ela tinha bons argumentos para isso. Não que isso fosse algo tranquilizador para mim, deixar Jennifer ir embora com Ashley para longe de nós em um momento desses não era nada legal. Mas, também, eu não estava lá pensando direito. Joseph e Taylor ainda eram os focos do meu cérebro e, juro mesmo, que tentei parar de pensar sobre isso por pelo menos por um segundo, porém a imagem dos dois se beijando era algo tão viciante de um jeito tão sádico. Sabia que aquilo me machucava, mas continuava revivendo a cena.

Engraçado.
Bem engraçado.
Tudo isso será tão engraçado daqui uns anos quando Joseph não será nada além de uma lembrança sobre um caso estúpido da minha vida jovem.

- Você realmente não está bem –Miley disse, sentando-se ao meu lado na cama.

Ainda estava dividindo o quarto com Miley e, até onde eu sei, Selena se aproveitou dos últimos acontecimentos para dormir no quarto de Josh, mesmo sem saber o que ela faria, já estava com dó do menino. Nada o preparara para o furacão Gomez.

- Estou de boa, Miles.
- Selena disse que você está mal por causa do Jonas. Está na tua cara que você está curtindo ele.
- Está tão visível assim? –sentei e a olhei, preocupada com a possibilidade de todo o mundo já ter percebido que eu não era tão indiferente assim quanto a ele.
- Visível assim não. Pelo menos não do tipo cadela no cio a la Selena Gomez. Mas dá pra perceber que o fato de Joe estar com Taylor não está te agradando.
- O que faço, mestra? –Miley sorriu quando eu disse isso.
- Siga a mestra, linda, apenas vá dormir e deixe-o pra lá. Ele não vale sofrimento não... Mas já o irmão dele... Ah, se eu fosse você, eu investia nele –ela piscou para mim- Boa noite, Dems.
- Boa noite, Miles.

Miley se levantou da minha cama e a apagou a luz do quarto, ato contínuo ouvi um baque em sua cama. Ela deve estar tão cansada, passou o dia todo sendo nossa voz da razão, nunca pensei que viveria para ver Miley sendo assim.

Ela estava tão certa sobre os Jonas. Teria que deixar Joseph ir, ele nunca foi para mim, só me senti atraída por ele por causa da atenção que me foi dada quando estava um péssimo momento da minha vida, mas Joe só fez isso por compaixão, porque ele já passou por isso antes e só quis ajudar outra pobre alma. Joseph Adam Jonas não foi feito para Demetria Devonne Lovato.

Aliás, desde o começo da situação, tive uma grande queda por Nicholas. O maravilhoso, inteligente e educado Jonas. Por que não volto o meu foco para quem realmente me interessa mesmo? Já está na hora de eu largar meus antigos hábitos, e amores por caras cafajestes que já é tradição desde meus quinze anos, e partir para o cara bonzinho pelo menos uma vez na minha vida.

Só rezava para que o encontro deste meu novo “foco” não me faça ficar como Selena, que está tão desesperada por um cara, vulgo Josh, que nem sei o que ela é capaz de fazer ou que armar ela é capaz de usar.

Seria ela capaz de usar aquele conjunto vermelho da Victoria’s Secret, que me parecia mais um pseudo fio dental do que algo que realmente faz juízo à palavra calcinha?

Seria eu capaz de fazê-lo para atrair Nicholas?

Claro que não. Nunca faria isso. Nunca me imaginaria fazendo isso.


Porém, realmente estava curiosa sobre o que Selena Marie Gomez estava fazendo com o coitado do Josh.

Galeres, desculpa o minúsculo cap, tentarei deixá-los maiores ;)

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Skater Boy - Capítulo 31

Justin parecia não se importar com o fato de Jennifer estar presente na situação toda. Quero dizer, não que eu seja a favor da traição, claro que não, seria capaz de cometer um crime passional por causa de uma traição, mas se você trai sua suposta namorada na frente dela... Isso só pode ser sinal de burrice, certo? Certo!

Jennifer estava segurando o choro, ficando vermelha.  Nunca tivera Jenn desse jeito em todos esses anos em que nos conhecemos. Ela sempre foi boba alegre, do estilo amendobobo, e não a garota que passava por dramas na vida real como numa novela mexicana da Televisa. Não sabia como reagir à reação dela. Odiava estar em uma situação na qual não sabia como lidar.

- O que eu faço agora? –ela quase sussurrou, olhando para Ashley.

Seus olhos estavam marejados, seu rosto contraído e vermelho, resultado de seu esforço para não deixar nenhuma lágrima escapar.

Queria sacudir seus ombros e fazê-la acordar, fazê-la bater e gritar com Justin, dar um belo de um tapa na cara da garota com quem ele estava se esfregando, apesar de que a culpa não era dele, era simplesmente dele. O cafajeste do Justin. Porém nem eu saberia se eu teria coragem de fazê-lo se quem estivesse passando por essa situação fosse eu. Estava tão perdida quanto Jennifer. Será que eu tinha que bater no Justin por ela? Será que tinha que castigá-lo, já que sangue do meu sangue não faz uma merda dessas?

- Vamos para casa. Você tem que se acalmar primeiro, não pode ir conversar ou gritar com ele chorando. Perde-se o namorado, mas não totalmente a dignidade –Miley respondeu e depois olhou para Ashley- Leve-a para o hotel e façam as malas, nós temos que resolver algumas coisas por aqui antes –Ash assentiu e conduziu Jenn para a saída do parque.
- MAS QUE MERDA! –Harry esbravejou depois de Jenn ter saído- Por que ele tem que fazer isso? A garota o ama –ele estava tão puto quanto qualquer uma de nós. Sempre soube que Hazza não curtia tanto nosso maninho.
- Temos que falar com Justin? –Selena perguntou, enquanto se aproximava de Josh, fingindo desinteresse.
- Vamos falar –respondi- Não aqui e muito menos agora. Ele deve estar alto, e vai ser um barraco enquanto os estúpidos do Joseph e do Zac estiverem ao redor dele.
- Será que eles têm a ver com isso? –Josh se intrometeu, pensativo.
- Não sei, não duvido nada –vire-me para encarar o grupinho novamente e, por infelicidade do destino, assisti de camarote à cena completa de Joseph beijando traço apalpando de um jeito bem indiscreto Taylor.

Poderia negar até o último dia da minha vida que não sentia nada por Joe, poderia negar com todas as minhas forças, mas não depois de ter sentido o que senti quando vi esta cena. Não estava exatamente triste ou brava, muito menos desapontada. Contudo, senti como se meu coração pesasse uma tonelada, e não suportava carregar aquele peso em meu peito. Por mais brega que isso seja, era apenas verdade. Doía e me sobrecarregava vê-lo com outra. E isso, de certa forma, foi até engraçado. Sempre imaginei que quando eu visse alguém que eu gostasse beijando-amando-namorando outra pessoa, iria chorar, talvez chorar comendo um pote de brigadeiro e escutando Someone like you quando chegasse em casa. Mas nada disso ocorreu. Apenas fiquei boquiaberta, tentando digerir a informação enquanto aguentava todo o peso que era jogado em mim, coisa que não durou mais que dois minutos, logo já estava fazendo com que todo mundo voltasse para o hotel comigo, usando a desculpa de ver se Jenn estava bem. Uma meia desculpa já que era uma meia verdade.

Selena me lançou um olhar de “não finja estar bem, porque sei que você não está” quando chegamos no saguão do hotel, que fiz questão de ignorar.

Não conseguia parar de pensar em Joe e Taylor, eles eram perfeitos um para o outro, quero dizer, ele é extremamente bonito e atraente, e ela é tão linda quanto. E, parando para pensar bem, eles pareciam tão bem juntos, e ele tão bobo ao lado dela, dando aqueles sorrisos idiotas que só quem está apaixonado dá. Sabe, aqueles sorrisos que você nem sabe que está dando, do estilo que faz com que qualquer pessoa ao seu redor fique constrangido com seu excesso de demonstração de amor.

Estava tão enojada com a ideia de ele realmente a amar.

- Jennifer e Ashley não estão aqui –Harry me acordou do transe ao atravessar correndo o saguão ao nosso encontro, desesperado.
- Como assim? –disse Selena, assustada.
- O recepcionista acabou de me avisar que as duas acabaram de fazer check out do quarto delas.
- Mas o que elas fariam? Como elas voltariam para casa sendo que elas vieram de carona com a gente?
- Vou tentar ligar para elas –Miley, a voz da razão, se pronunciou.
- Eu vou matar aquele filho da puta quando ele chegar. Ah, se vou! –murmurei enquanto já começava a pensar no pior da situação das duas terem ido embora em plenos últimos minutos do ano.
- Você não está legal, não –Selena me abraçou de lado, sem jeito.
- Claro que não, olha só a bosta que meu irmão fez. MEU IRMÃO! Como alguém como meu irmão foi capaz de ferir uma das minhas melhores ami...
- Não é isso –Sel me interrompeu- Você está usando uma desculpa para amenizar o fato de se sentir mal por coisas que você viu... Sabe, coisas que envolvem um Joseph... Gosta dele?
- Não.
- Demetria...
- Juro para você que não –respondi, mas não conseguindo olhar em seus olhos.
- Sempre soube que você curtia o Jonas, mas só não sabia qual deles era.
- CONSEGUI! –Miley se aproximou de onde Selena e eu estávamos conversando. Harry e Josh se aproximaram também- Elas conseguiram um táxi, o triplo do preço normal, mas conseguiram. Estão voltando para casa.
- Então ligue de novo para elas e diga para descerem em algum lugar para nós as buscarmos, iremos para casa com elas –disse Harry.
- Não, Harry, não. Jenn quer um tempo, deixe-a ter um tempo. Se formos com elas para casa, as meninas e eu ficaremos com ela o tempo todos, disso eu tenho certeza, por mais que a gente diga que a deixaremos quieta, será mentira. Então vamos ficar aqui, curtir o nosso ano novo, Jenn vai ficar bem com a Ashley. Deixem a garota em paz um pouco.

- Isso não parece certo –Selena protestou- Temos que ficar com ela mesmo, nem que seja apenas na mesma cidade, não vamos ficar aqui curtindo enquanto ela está lá sofrendo por um cara estúpido.

Galeres, realmente me desculpa pela demora, voltei pra rotina de cursinho e está uma merda :S tentarei postar de novo pelo menos a cada dois dias. Me desculpa mesmo.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Skater Boy - Capítulo 30


Véspera de ano novo. Ah dia maravilhoso.

Só que não.

A pior parte de se viajar com várias garotas é, com toda a certeza, a bagunça e o entra e sai no quarto do hotel uma da outra, até decidir que roupa era perfeita para fisgar algum boy no último segundo do ano.

Não que isso fizesse alguma diferença, todas as roupas eram brancas, todos os vestidos eram parecidos e, em particular, tínhamos Selena tentando decidir qual lingerie ela deveria colocar para conseguir um namorado no próximo ano que já estava chegando.

Em resumo: estava acontecendo uma cena pós apocalíptica. E eu estava contracenando-a também. Tinha total certeza que Joseph estaria no mesmo parque que a gente para deslumbrar da queima de fogos, e queria estar mais deslumbrante que os fogos, gostaria de mostrar à ele que as loiras não são tudo nessa vida.

Estava começando a ficar louca com essa estória de loiras. Já tinha até pensado em tingir meu cabelo do tom mais oxigenado possível. Mas Miley chegou ao meu resgate, sacudindo meus ombros e dizendo o quão idiota aquilo era, quando eu pensei alto ao lado dela no quarto que estávamos dividindo.

Mas Miley estava totalmente certa, pelo menos uma vez na vida ela estava conseguindo dar bons conselhos.

Antes de me dar por vencida e sair do hotel sem me achar muito gata, quase fiz com que Selena me desse uma das ligeries que ela comprara na Victoria's Secret especialmente para caso acontecesse alguma coisa entre ela e Josh. Selena quase me mordeu quando tentei pegar um conjunto preto. Selena ainda achava que tinha chances com o coitado do amigo do meu irmão. Selena estava sendo mais trouxa que eu esperando minha carta de aceitação de Hogwarts.

Como eu já sabia, Joseph estava com Taylor e Zac no mesmo parque que nós escolhemos. Aliás, provavelmente a população da cidade inteira estava no mesmo lugar, o que não é de se admirar esse encontro pré destinado.

Ele estava extremamente lindo com uma calça jeans justa e uma camisa social branca. Droga, Demetria, mas que merda está acontecendo?

Taylor estava tão maravilhosa quanto Joseph. O que me deu raiva. Muito raiva. Eu não consegui lidar com uma concorrência dessas. Era muito para meu minúsculo caminhão, que mais parece com uma caminhonete Strada ano 2008, tentando levar duas toneladas de areia.

- Vou falar com eles -Justin se pronunciou, fazendo com que eu quase enforcasse ele em público.
- Vai nada -quase gritei para fazer com que ele me ouvisse através da música alta.
- Ah, Demetria. Supera, vai. Não vou ficar aqui enquanto meus amigos estão se divertindo de verdade -sem querer continuar discutindo, Just deu as costas e caminhou até o grupinho dos idiotas.
- Calma, Dem. Já estou indo atrás dele -Jennifer saiu de perto da gente, indo atrás de meu irmão. Vendo desse jeito, até que eu ficaria bem feliz em tê-la como minha cunhada, oficialmente.
- Trouxe bebida para você -Harry apareceu com o Josh- Antes que você me pergunte, não, não tem álcool, e se você beber algo que tenha, te puxo de volta para o hotel -Tarzan disse, tentando parecer bravo e me dando um copo com suco de morango.
- Você é muito chato.
- Eu sei -ele mostrou a língua para mim, brincalhão.
- O que está acontecendo ali? -Miley, que estava distraída em uma conversa com Ashley até pouco tempo atrás, perguntou, chamando nossa atenção.
- Justin está brigando com a Jenn? - Selena perguntou.

Justin parecia estar gritando com Jennifer, e Joseph, um pouco atrás dele, estava sorrindo para a cena. Mas o que estava acontecendo ali?

- Será que a gente deve ir até eles e... sei lá, ajudar? -Ashley disse, incerta.
- Não. Vamos ver no que isso vai dar primeiro. Sabe, briga de marido e mulher, não se mete a colher -Sel disse.
- Mas parece que está ficando feio -Josh foi o primeiro a fazer menção de ir até o casal, mas logo foi barrado por Harry.
- Selena está certa, vamos esperar as coisas esfriarem.

Ficamos atentos à situação. Não demorou muito para que Jennifer desse as costas e voltasse para onde nós estávamos.

- O que aconteceu? -Miley perguntou, ato contínuo recebeu o olhar repreendedor de Ashley. Era de se esperar, My é uma fofoqueira de primeira mesmo.
- Justin está sendo idiota. Culpa daqueles amiguinhos dele -Jenn deu de ombros- Já estou acostumada com isso.

Fiquei puta quando ouvi isso. Como ela conseguia abaixar a cabeça para uma atitude dessas? Com certeza essa não deve ser a primeira vez que ele faz isso. Não acredito que Justin consegue ser tão escroto assim quando está perto de Joseph.

Mais um motivo na minha lista para odiar Joseph Adam Jonas.

Mas teria uma conversa séria com meu maninho quando chegássemos em casa. Não deixaria que ele tratasse Jenn daquele jeito. Não deixaria que ele tratasse nenhuma mulher daquele jeito.

Justin ficou com Joe, Zac e Taylor, não muito longe de onde nós estávamos. Eles estavam socializando e dançando com outras pessoas da nossa idade. E, para distrair Jennifer, decidimos conversar sobre as metas para o novo ano enquanto Josh e Harry ficaram encarregados de encontrarem algo bom para nós comermos.

Porém, tanto Jennifer quanto eu não conseguíamos tirar nossos olhos do grupinho mais odiado por nós no momento. Jenn com certeza estava de olho no Just, mas eu estava bem apreensiva quanto o casal Joseph e Taylor. Ele sabia que eu estava por ali, Justin deve ter contado que nós todos estávamos também curtindo o ano novo no mesmo local. Então por que Joe não tentou nem me procurar ou saber aonde eu estava?

Ainda não estava acreditando que ele só tinha olhos para a Taylor.

Mas não pude acreditar mesmo quando Justin decidiu beijar uma garota que estava dançando com eles.

Galera, desculpa a demora. Correria de vestibular e cursinho :s Enfim, voltarei a postar, pelo menos, a cada dois dias.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Skater Boy - Capítulo 29 Para Nessa :D


Quatro dias após o natal, Harry, Justin e eu decidimos viajar, apenas passar o ano novo fora. Era uma grande surpresa contar com Justin para essa viagem de família, já que ele sempre era o primeiro a protestar. Decidimos ir à Albany, há duas horas e meia de carro do centro de New York. Tivemos que nos separar em dois carros, pois Josh (o amigo gato de Hazza), Selena, Miley, Jenn e Ashley decidiram ir conosco.

Não esperávamos nada de mais, apenas visitar alguns museus e parques, e tínhamos certeza que não nos encontraríamos com ninguém conhecido, até por que Albany era um dos últimos lugares que alguém que mora em NYC escolheria passar o ano novo.

Mas estávamos enganados. Redondamente enganados.

Após nos instalarmos em nosso hotel, decidimos procurar um restaurante por perto e, destino ou não, e eu rezava para que não fosse o destino, encontramos Joseph na companhia de seu capacho, Zac, e a loira de seus sonhos, Taylor.

Não sabia se ria ou chorava, mas a primeira coisa que me veio à cabeça foi quase socar Justin, até ele me prometer que não falaria com Joseph agora, que depois os dois trocassem mensagens e se encontrassem em outro lugar. Queria passar despercebida por eles.
Uma missão que deu totalmente certo ao nos misturarmos com outros turistas e ficarmos em mesas em um canto reservado do recinto.

Sorri com orgulho de minha camuflagem.

- O que eles estão fazendo aqui? Quero dizer, Albany é conhecido por museus, e Joseph é conhecido pelo seu amor por bares e festas... isso não é como querer que água e óleo se misturem? -murmurei para as meninas.
- E por que você ainda liga para ele, garota? Vocês transaram e depois ficaram, mas agora você vive dizendo que não sente nada por Joe... então ignore -Miley disse.
- Pare de se esconder também, uma hora ou outra vocês vão acabar se encontrando, aqui é muito comum todos os turistas se amontoarem no mesmo local -Selena se pronunciou, sem paciência.

Sel perdeu a cabeça a partir do momento em que ela ficou sabendo que Josh também viria. Ela continuava na abstinência, e querendo muito o garoto. Muito mesmo. Ao nível de ter feito uma compra de lingerie na Victoria's Secret já pensando em como fisgaria ele. Eu já tinha perdido as contas de quantas vezes Miley e eu tínhamos dado um tapa em sua cabeça e dito que ela estava começando a agir como uma maníaca carente.

- Odeio esses dois -sussurrou Miley, olhando indiscretamente para Justin com Jennifer.

Não sabíamos ao certo se eles estavam namorando, talvez nem Justin soubesse da resposta, mesmo que Jenn continuasse afirmando que eles estavam namorando bem sério. Só sabia que ela estava muito feliz, e Justin tinha todo o apoio dela, ainda mais nesses últimos tempos difíceis em que nós passamos, e, para mim, isso já era o suficiente para adorar a relação deles.
Porém Miley tinha algo contra eles, algo que nem eu e nem ninguém sabia dizer o que era, mas ela vivia dizendo que era porque eles eram melosos de mais, grudentos de mais, beijoqueiros de mais. E quando My dizia isso, tirava altas gargalhadas de nós todas, e eu teria que concordar que eles eram beijoqueiros de mais, ainda mais quando eu comparava a situação deles com a minha, que ainda não consegui nem sequer um bendito beijo de Nicholas.

- Odeio esses dois -sussurrei também, sem prestar muita atenção, olhando fixamente para Joseph abraçando e criando intimidade com Taylor Swift.

O que ele tem com loiras? De verdade, que fetiche é esse? Quer dizer então que só por eu ser morena eu não teria nem uma mísera chance? Garoto idiota! Bipolar! Vagabundo! Galinha!

Ainda não tinha superado a nossa cena na noite de natal na casa dele. Não tinha superado o fato de ele ser tão incrível e tão miserável ao mesmo tempo. O moleque deve ter graves problemas de personalidade, só pode ser isso!

- Se continuar olhando para eles assim, é capaz que você acabe lançando raios a laser pelos olhos -Ash disse, segurando a risada.
- Cretina -revirei os olhos.
- Eu? -Ashley perguntou, em um tom falso de indignação.
- Não. A Taylor. Loira idiota.
- Sou loira também, Demi -Ash estava realmente tentando segurar a risada.
- Então por que você não pega ele também? Loiras chatas... -voltei a minha atenção para meu copo de suco, tomando um gole longo, tentando controlar a raiva.
- Pare com esse ciumes, o cara nem é nada seu -Miley disse, apenas, como se quisesse dar um tapa na minha cara com suas palavras.

Olhei para ela como se quisesse a fuzilar apenas com meu olhar. Quero só ver quando ela se apaixonar mesmo por alguém e esse alguém não a retribua. Quero só ver. Também farei piadinhas, também jogarei na cara.

Apaixonar?

Meu Deus, será que estou apaixonada pelo idiota do Joseph?

Eu sabia que sentia algo pelos Jonas, só não sabia por qual deles era. E me enojava o pensamento de ser Joseph o escolhido por mim inconscientemente. Adorava tanto Nicholas, mas tinha que admitir que Joseph era bem mais meu tipo, e o desgraçado do Joseph sempre soube disso. E eu sempre sobre disso. Desde quando eu achei que me apaixonaria por um tímido como Nicholas? Ele era bom de mais para mim. Sempre me atraio por caras tão ridículos quanto Joe. E me odiava por isso.

- Então, tem planos para mais tarde?

Sem que nós percebêssemos, lá estava Selena, sentada ao lado de Josh, dando em cima dele como sempre. Sentia pena do garoto, mau ele sabia como Selena podia ser uma loba mau atrás de um chapeuzinho vermelho inocente.

- Temos que dar um jeito nela depois de darmos um jeito em você -Miley disse.
- Em mim? Mas não estou agindo como uma cadela no cio como Selena.
- Você está pior, está agindo como uma stalker olhando desse jeito para o casal sensação do momento.
- Nem estava olhando para eles, tá legal? Estava concentrada no Zac, estou com dó dele, está segurando vela para aquele casal escroto.
- Depois eu resolvo isso -Ash piscou, animada.

Ela continuava falando com Zac, e nem Miley sabia se aquilo era uma amizade colorida ou não, e olha que Miles é o ser mais fofoqueiro que já passou pela Terra.

- Não, não tenho nada. Por que? -Josh continuava dando bola para Selena, inocentemente.
- Estava pensando em assistir um filme de terror... mas eu tenho um pouco de medo, sabe? Gosto de companhia quando assisto.
- Ah então a gente pode se juntar e assistir lá no meu quarto.
- Sério? -os olhos dela até brilharam. Talvez com a visão de usar uma das lingeries que ela comprou para ele.
- Sim, não é, galera? -Josh se virou para nós, dando a entender que o convite era aberto. Pude ver nos olhos de Selena a irritação e o olhar de "não se atrevam a comparecer nesse evento que é para ser meu e dele apenas!".
- Claro que vamos -Miley sorriu triunfante ao ver o olhar de choque e desespero estampado no rosto de Selly. Não consegui conter a risada.
- Miley, você não disse que ia à algum museu com as meninas? -Selena disse, entre dentes.
- Não, não me recordo de ter dito isso.

Selena estava quase se contorcendo de ódio, o rosto estava vermelho e, por pouco, não cuspia fogo como um dragão raivoso. Estava maravilhada com a ideia de presenciar de camarote a briga que vai acontecer entre Selena e Miley quando voltarmos ao nosso quarto no hotel.

- Está vendo, Sel? Vamos todos vermos juntos o filme, assim você não fica com medo- Josh continuou, todo inocente das verdadeiras intenções da loba Gomez.
- Pois é -ela respondeu, bufando.

Poderia considerar aquela tarde maravilhosa, se não fosse pelo fato de Joseph ainda estar com os braços ao redor de Taylor enquanto conversavam animadamente com Zac. Pelo fato de Joseph estar tratando a loira tão bem. Tão atencioso. Tão fofo.

Estava difícil de não fazer uma cara de nojo ao ver os dois dividindo a sobremesa.

Idiotas.

Idiota.

Parabeeeeens, Nessa. Que hoje seja um dia muito especial para você e que todos os seus sonhos se realizem!

Galerinha, juro que tentarei fazer os outros caps serem bem maiores, é só que agora estou ainda na correria de estudar :s Então me desculpe.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Skater Boy - Capítulo 28


Bem no fundo já esperava que Joseph fosse fazer aquilo comigo. E com "aquilo" não digo me beijar, e sim, fingir que nada tinha acontecido e me levado de volta para a casa como se tudo estivesse normal.

Ele não me tocou pelo resto da noite. Nem chegou perto de mim.

Mas que merda! O que aquele garoto tem? Que doença mental é essa?

Ridículo!

Simplesmente ridículo!

Ele, eu, o beijo, a transa que começou tudo isso. Tudo ridículo!

Estava puta que não conseguia nem me controlar mais. Nem mesmo Nick me acalmara quando me abraçou antes de começarmos a comer a ceia. Nem mesmo a deliciosa ceia que a vovó Jonas fez me deixou menos brava. Se nem comida fez o milagre, quem dirá uma pessoa.

Justin passou boa parte de nossa visita apenas conversando com Kevin e Joseph. Harry adorou a vovó, e, com certeza, trocaram até receitas. E isso me deixou bem mais puta, porque Hazza deveria estar ao meu lado, me perguntando o que estava me incomodando tanto. Porém, Nicholas estava lá, ao meu lado, talvez querendo recuperar o clima que seu irmão mais velho tinha quebrado.

Dane-se Nicholas. Queria Joseph. Queria Joseph com um olho roxo por me fazer esse papel de trouxa.

Antes mesmo de dar onze da noite, empurrei meus irmãos porta a fora, com a desculpa de que eu tinha compromisso na casa de uma amiga que era quase uma irmã.

- Então vamos para a casa de Selena agora? -Harry perguntou quando estávamos todos no carro.
- Não, vamos para a nossa casa.
- Mas... -Justin começou a protestar.
- Fique quieto! -quase gritei, assustando os dois.
- O que aconteceu? -Hazza arriscou em perguntar, já quando estávamos chegando em nosso lar.
- Nada -disse, entre dentes.
- Como não aconteceu nada? Você parece estar bem brava e...
- Só me deixe em paz, Harry. Quero deitar em minha cama e ficar quieta na minha.
- Foi Nicholas? Porque se for aquele pirralho, juro que quebro a cara de...
- Cale a boca! -Justin disse.

Justin e eu nunca nos demos bem. Desde que eu me entendo como gente eu não consigo tratá-lo como trato Harry. Somos como pólo sul e pólo norte. Somos opostos que são quase idênticos. Talvez seja por isso que ele me entenda tanto, ele me completa tanto nos meus piores momentos.

- Harry, deixe ela em paz -Just completou- Demetria quer um tempo para ela, e pode ser que não tenha nada a ver com nenhum cara. Todos nós merecemos um tempo a sós de vez em quando, cara -troquei um olhar cúmplice com ele por breves segundos. Aquele olhar que só nós dois sabíamos o que significava.
- Tudo bem. Tudo bem então -Tarzan decretou desistência ao estacionar o carro na garagem.

...


Me joguei na cama exausta.

Não só por ser um dia difícil sem minha mãe. Não por ter que fazer a social com a família Jonas. Estava exausta de tentar entender que merda estava acontecendo com Joseph. Estava exausta de ter tanto Nicholas, e ao mesmo tempo de não o ter. Estava exausta de ser mais uma peça no jogo de Joseph.

Estava cansada dos Jonas.

Desculpa pelo capítulo minúsculo, galerinha. Masss Feliz ano novoooooo! Que todos os seus sonhos se realizem e que 2016 traga tudo de bom!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 27 ESPECIAL DE NATAL


Estava dentro do carro parado em frente da casa dos Jonas.

Joseph tinha conseguido, no dia anterior, me convencer a ir passar o natal com eles. Nunca que eu conseguiria dizer "não" para ele naquele estado. Tão irresistível. Ah aquele sobretudo.

Maldito sobretudo.

- Vamos, Dem -Harry já estava fora do carro, segurando a porta do mesmo para eu sair.
- Desça logo, caramba! -Justin estava ao lado de Hazza, quase me matando.
- Eu não quero -manhosa.
- Demetria, eu estou congelando! CONGELANDO! -já perdendo a paciência, Justin pegou meu braço para fazer com que eu saísse do carro.
- Calma! Estou saindo -me esquivei do braço dele e, finalmente, saí da minha zona de conforto.

Estava nevando, menos que o ano passado, mas o suficiente para fazer com que nós quase morrêssemos de frio no caminho para a porta de entrada da casa.

- Até que enfim -Joe se levantou do sofá para nos cumprimentar quando entramos.
- Culpa da minha irmãzinha -Just respondeu, fazendo com que eu desse um tapa nele em resposta, ato contínuo ele saiu de perto de nós, resmungando.
- Hey, Lovato -antes que eu pudesse responde-lo, fiquei novamente vidrada em seu suéter brega de renas. Droga, aqueles focinhos vermelhos hipnotizam- Minha vó me obrigou a usá-lo hoje -Joe disse, rindo.
- Desculpa, é que...
- Tudo bem -ele sorriu, tímido.
- Olá, Joseph -Harry se intrometeu, cortando toda a magia de ter Joseph me tratando como uma pessoa decente e não sendo um idiota de primeira.
- Harry -Joe acenou com a cabeça.
- Onde está seu irmão que faz medicina?
- Deve estar na cozinha, ajudando a minha vó -Joe deu de ombros.
- Obrigado.
- Harry, não! -segurei-o pelo braço.
- Só conversarei com o seu novo amiguinho, Demetria.
- Hazza, não quero vexames, pelo amor.
- Deixe seu irmão dar umas palavrinhas com Nicholas -Joe entrou na conversa, claramente ainda não aprendeu que não se deve se intrometer em nossas conversas de família.
- Joseph!
- Que foi, Lovato? Seu irmão mais velho é um cara muito legal, querendo te proteger desses homens aproveitadores -Joseph disse, em tom de ironia.
- Homens como você? -respondi em mesmo tom.
- Pode ser -ele disse, com indiferença- Mas por que brigar? Ele já está com Nicholas mesmo -Joe apontou para um Harry macho alpha protetor que já estava na cozinha.
- Merda -murmurei.

E com passos largos, tentei evitar que Harry abrisse a grande boca dele, o que não foi possível, já que quando cheguei na cozinha lá estava ele, interrogando Nick.

- Então, Nicholas, o que você e Demi fazem quando ela vem pra cá? Vocês ficam sozinhos em seu quarto?
- É... é... estudamos...
- Você não tem vergonha de levar uma menina inocente para o seu quarto sem ter a intenção de falar com o irmão mais velho dela?
- Harry, já chega! -murmurei para não chamar a atenção da velha senhora que estava fazendo biscoitos.
- Estou apenas conversando com seu amigo, Demi.
- Desculpa, Nick -me virei para ele.
- Está tudo bem -ele sorriu para mim.

Aquele sorriso encantador. Há semanas que eu não dava valor ao fato de ele estar sempre ao meu lado me ajudando, mas hoje, em pleno natal, estava adorando vê-lo com um suéter brega igual o de Joe, sorrindo para mim.

- Vocês, jovens... só aprontam -a senhora se prenunciou, largando a fôrma contendo os biscoitos em cima do fogão.
-Me desculpa pelo incomodo, senhora -Harry disse- Você sabe, irmãs mais novas... tenho que cuidar dela -ele apontou para mim.

Amava Harry, de verdade. De longe o meu irmão favorito e a melhor pessoa que eu já conheci. Mas desejava dar-lhe um soco mais do que tudo.

- Quanto mais você sufocar uma pessoa, mais ela vai querer fugir de você -a senhora colocou uma mão em meu ombro- Quando eu era mais nova, meu irmão mais velho também tinha crise de ciumes, o resultado foi que eu fugi de casa para me casar com o primeiro cara que se mostrou interessado em mim... péssima ideia, mas tive um excelente filho e quatro netos maravilhosos -ela sorriu para Nick.

Ah, então essa é a vovó Jonas?

Na verdade, ela não tinha uma cara de vovó. Parecia mais com aquelas tias que sempre aparecem apenas em festas de final de ano, e que fazem cruzeiros e grandes viagens. Aquelas tias quem têm grandes histórias da vida, e que te fazem querer viver uma vida como a das delas.

Lancei um olhar de "está vendo? Pare de ser idiota" para Harry, que o fez ficar desconfortável.

- Só tento proteger, sabe? Só não sei como -Harry admitiu, ficando tímido.
- Garanto que essa menina sabe muito bem se virar sozinha -ela piscou para meu irmão- O que você pode fazer é sempre apoiá-la, sempre estar ao lado dela. Precisamos quebrar a cara na vida para podermos aprender.
- Obrigado -Tarzan sorriu genuinamente.

Nunca tivemos avós. Os pais de minha mãe tinham morrido bem antes de nós termos nascido. E os pais de meu pai nunca quiseram contato, assim como ele.
Talvez esse seja um dos motivos que fez com que Harry ficasse conversando sem parar com vovó, que nos fez a chamar de vovó mesmo. Os dois pareciam ser realmente da mesma família, e eu ficava feliz com isso.

- Me desculpa de novo. Não sei o que está acontecendo com Harry -disse para Nick novamente.
- Não tem problema, Dem, eu entendo o seu irmão -Nick disse, colocando as mãos no bolso da frente da calça.
- Adorei a sua avó.
- Ela é realmente uma boa pessoa, mas... o problema são os suéteres -ele sussurrou para que ela não ouvisse.
- Os suéteres até que são fofos -me aproximei dele, sorrindo.
- São mesmo? Até que eu pensei que essas renas me dão um ar de elegância mesmo -ele tirou uma mão do bolso para alisar o suéter, brincando.
- Você está muito sexy -sem perceber, já estava passando os braços ao redor de seu pescoço.
- Você também -ele murmurou.

Nick parecia estar em um transe, e eu estava amando isso.

Já estava pronta para ter o que eu estivera sonhando há semanas, ah como eu o queria. Como eu tinha me esquecido que eu o queria tanto? Já podia sentir seu hálito quente em meu rosto, seus olhos vidrados em minha boca.

- Oi, Demi! -Kevin apareceu, inocente, com Dani ao seu lado.
- Oi, casal -os cumprimentei, fazendo o máximo para não demonstrar o quão chateada eu estava com a situação. Poxa, achava mesmo que papai noel tinha me trazido Nick de natal.
- O que vocês estão fazendo aqui? Parece que seu irmão e a vovó já estão lidando muito bem com a comida. Vamos lá para a sala! -Kevin nos puxou, fazendo Dani rir.

Acho que até agora, só ela sacou o que estava prestes a acontecer.

- Demiiiii -Frankie correu até mim quando nos juntamos ao resto da família na sala de estar.

Odiava e adorava aquele garoto. Odiava por ele já ter me atrapalhado com o Nick. Adorava por ser o menino mais engraçado que eu já conheci. Se nada desse certo na vida dele, Franklin poderia ser um comediante famoso de stand up.

Os pais dos Jonas estavam conversando em um canto reservado da sala, rindo casualmente, o símbolo perfeito de amor através de anos. Nunca tinha visto meus pais agirem assim, e achava incrível ver os pais de Nick sendo tão apaixonados juntos.

- Também acho incrível ver os dois assim -Nick disse, me tirando do transe.
- Seus pais parecem se amar mesmo.
- E eles se amam. Você não tem ideia do que eles passaram para ficar juntos. Demorou e teve várias barreiras no meio do caminho, mas aqui estamos nós, e é por isso que eu acho que quando tem que ser... as coisas simplesmente acontecem... mesmo que muito devagar -ele disse olhando em meus olhos, causando-me um arrepio.

Será que era isso? O fato de tudo ser tão atrapalhado entre eu e Nick é porque somos destinados a ser apesar de tudo? Adoraria pensar que sim. Adoraria pensar em Nick como o cara que sempre estará ao meu lado.

- Nicky, me ajuda a colocar a meia de natal na lareira? -Frankie veio nos atrapalhar novamente.

E está aí o motivo maior de eu odiar esse pirralho. Quando ele tiver uma namoradinha, farei de tudo para atrapalhar os dois.

- Tudo bem -ele se levantou- Já volto, Dem -com isso vi os dois se afastarem.

- Como foi a conversa entre seu irmão e meu irmão? -Joe apareceu, segurando duas taças de vinho.
- Constrangedora -ele riu, sentando ao meu lado.
- Quer? -sem jeito, ele me entregou uma das taças.
- Obrigada.
- Por nada.

Ficamos alguns minutos mergulhados em um silêncio terrível, apenas observando Justin conversar com Dani e Kevin.

- Venha -Joe pegou a minha taça e colocou na mesa de centro junto com a dele- Quero te levar à um lugar.

Ele pegou em minha mão e saiu praticamente correndo de casa.

Foi como um choque sair no ar frio da noite. Tinha parado de nevar, mas o frio ainda era quase insuportável.

Passamos pelo quintal da casa, indo para um pequeno jardim aonde a neve tinha tomado conta. Não muito longe pudia se ver uma casinha vermelha, coberta de neve.

- Esse é o lugar aonde eu passei os primeiros natais aqui em casa -Joe disse, quando entramos na minúscula casa.

Era um local tão infantil, repleto de posters de super heróis, o que me impressionava, já que sempre imaginei o esconderijo dele como sendo um local cheio de revistas da Playboy e posters de loiras peitudas.

- Por que você ficava aqui?
- Eu era revoltado, sabe? Não gostava de ser o filho adotivo, me sentia... terrível -ele olhou para mim tão frágil, tão carente, que fez com que meu coração se apertasse- Mas com o tempo tudo se encaixou... e me sinto feliz agora -ele sorriu- Mesmo que eu não diga isso toda hora e seja um chato -ele passou um braço envolta da minha cintura- Você está, pelo menos, bem aqui conosco?

Tinha passado por tantas coisas naquele dia que tinha me esquecido de pensar em tudo o que acontecera nesse ano. Lembrara de mamãe, mas não tinha conseguido ficar triste com as lembranças.

- Sim. Obrigada, Joe.
- Ah Lovato -com uma mão ele tirou uma mecha de cabelo que estava caindo em cima de meu rosto, se aproximando mais de mim.

Estava nervosa, ansiosa. Meu coração queria sair pela boca. Meu estômago estava dançando macarena. Nem Nick tinha conseguido me deixar naquele estado.

Ah Joseph.

- Você me deixa maluco, Lovato -e rápido de mais para eu associar o que estava acontecendo, ele me beijou.

Consideraria aquilo como um milagre natalino.

Feliz natal para todo mundo, galerinha. Ia postar ontem mas acabou não dando tempo.

Respondendo os comentários:
Nessa Juro que vou tentar postar mais rápido, assim suas passadinhas diárias valerão a pena ;) Feliz natal
Laryssa Amorim Obrigadaaa <3 Feliz natal
Alessandrademi Obrigadaa e feliz natal ;)
Caah Santana Jelena ou Nelena? E Feliz natal ;)
Mirely Bonfim Ainda bem que você voltou a passar aqui! Juro que não sumo mais, vai lá terminar Still in love mesmo e depois me fale se curtiu ;) Feliz natal

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 26


- Ele o quê? -Selena disse, quase gritando.
- Ele convidou meus irmãos e eu para irmos passar o natal com a família dele -dei de ombros- Você sabe como ele e Justin são amigos.

Selena continuava pasma. Branca como uma folha de papel sulfite.

Ela estava passando quase todas as noites em casa comigo, depois de descobrir que eu estava quase desistindo de medicina. E, como sempre, lá estava ela no sofá da sala, com um belo pote de sorvete no colo, escutando minhas novidades do dia.

- Demetria, o garoto está curtindo você.
- Ele não curte ninguém, Selena -rolei os olhos- A não ser que a garota seja uma loira com belos e fartos seios. Mas, como você sabe, ele está que nem um cachorrinho atrás da senhorita Swift.
- Dane-se a Taylor. Foi você quem ele convidou.
- Por causa do Justin...
- O escambau! Ele está querendo o seu corpo... de novo -ela piscou para mim, maliciosamente- Então, você vai, né?
- Claro que não, Sel. Quero ficar aqui em casa e, no máximo, dividir um panetone com os meninos.
- Pare de ser idiota -ela largou o pote de sorvete para poder sacudir meus ombros- Se você não pegar Joseph, terá tempo de sobra para seduzir Nicholas. Levante essa bunda e vá dar um cata natalino, menina!
- Idiota -empurrei as mãos dela para longe de mim- Não irei ficar com ninguém.
- Não sabe o que está perdendo -dando de ombros, voltou a devorar seu doce gelado.
- E você, como vai Josh?
- Nem me fale nele.
- Por que?
- Ele é gay, Demetria. De verdade. Juro -ela me olhou, séria.
- Por que você diz isso? Viu ele ficando com outro cara?
- Não, mas eu abri minhas pernas, literalmente, para ele. E sabe o que ele fez? Nada! Exatamente nada! -novamente largando o pote, ela levantou as mãos para cima, em um belo ato de dramatização.

Se veterinária não desse certo na vida dela, com certeza Selena seria uma grande atriz de filmes dramáticos, ou teria grandes papéis como protagonista de novelas mexicanas. Conseguia vê-la perfeitamente como Maricruz Olivares em Coração Indomável. Josh seria o Octavio Narvaez.

- Talvez ele seja um desses caras raros que gostam de romance, e não de pegação sem compromisso.
- E esse tipo de homem existe? Ah faça-me o favor, Josh é gay e ponto -ela parou por um momento, pensativa- Por acaso eu sou feia?
- Não, Selena. Na verdade, se eu fosse lésbica, eu te pegaria fácil fácil.
- Obrigada -ela sorriu, convencida- Está vendo? Não há motivos para ele enrolar. Eu estou fácil, e não é isso o que os caras gostam? Uma mulher fácil e sem compromisso?
- Querida -segurei em seu rosto, antes que ela continuasse a tagarelar- o problema é você, está certo? É o jeito que você age, menina. Para de ser tão disponível, dê uma de difícil que ele vem correndo atrás de você.
- Mas eu quero ele... -ela gemeu, quase batendo o pé no chão como uma garotinha birrenta.
- Dane-se -larguei seu rosto- Você é um caso perdido.

Joguei meu corpo para trás no sofá, cansada.

Selena estava passando por uma longa crise de carência depois de ter terminado um namoro de um ano e meio com um garoto que fazia o ensino médico conosco. Eu já estava quase mandando uma mensagem para ele, fazendo com que ele voltasse com ela e apagasse esse fogo que estava crescendo entre as pernas dela.

- Você fala isso porque tem dois homens correndo atrás de você. Enquanto isso, eu estou aqui, quase virando bv de novo. Acha isso justo?
- Nada nessa vida é justo. Muito menos eu ter que te aguentar.

- Você de novo aqui, Selena? -Justin apareceu na sala, pronto para sair.
- Você de novo aqui, Justin? -ela o imitou, falando com uma voz fina, a qual ele tanto odiava.
- Um dia ainda te expulso daqui -ele murmurou, tentando controlar a raiva- Dem, vou sair com o Zac e o Joe. Volto antes da meia noite.
- Idiota -Sel murmurou de volta, fazendo meu irmão revirar os olhos.
- Por favor, volte cedo mesmo.
- Ah o Joe te falou? -ele me perguntou, antes de atravessar a sala para chegar até a porta de entrada.
- Falou o quê?
- Sobre passar o natal na casa dele. Ele convidou a gente. Harry aceitou, acho que ele quer falar com o irmão nerd do Joe, tenho quase certeza que o assunto é você -ele riu, debochando- Você vai também?

Harry vai fazer o que? Não, não acredito que ele vai ser capaz disso. Pelo amor, Nick e eu nem nos beijamos, e muito menos acho que iremos um dia nos beijar. Mais fácil Selena namorar Josh do que eu ter algo com Nicholas.

- Não, não vou. E nem Harry vai. Não quero micos.
- Sério mesmo que você não vai, Lovato? -Joe apareceu na porta, pronto para buscar Justin.

E lá estava Joseph Adam Jonas, parado na minha porta, vestindo aquela calça jeans preta justa que eu estava cansada de vê-lo vestido, uma blusa branca de gola "V" e um sobretudo azul marinho. Tão incrivelmente atraente.

Ah, Jonas.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 25


Ainda não estava acreditando na cena em que eu protagonizara com Joseph Adam Jonas.

Mesmo tantas horas depois daquilo ter acontecido, quando já estava jogada na minha cama.

Durante todo o tempo que se passou depois de nossa conversa, continuei pensando no que ele me dissera, e como ele me tratara.

Com toda a certeza do universo ele é bipolar. Puta garoto bipolar idiota. Sacana. Não iria me apaixonar por ele. Muito menos ouvir ele.

Porém a voz da razão falou mais alto, e por mais irônico que isso seja, a voz dela era, na verdade, a de Joseph, ecoando na minha mente.

Odiava isso.

Amava isso.

Talvez quem seja bipolar, na realidade, sou eu.

- Está tudo bem? -Harry entrou no meu quarto. Ato contínuo, sentou-se em minha cama, ao meu lado.
- Sim... e com você?
- Na mesma -ele sorriu, triste.

Justin estava, mais uma vez, na casa de Jennifer. Desde que nossa mãe morrera, ele vive lá. Jenn o trata tão bem, não me lembrava de sequer um segundo onde ela não estivera com ele desde o acidente. Estava tão feliz pelo o relacionamento dos dois.

- Quer comer alguma coisa? Posso te levar a algum restaurante, se você quiser.
- Não, Harry. Juro que eu estou bem.
- Demetria, te conheço desde quando você não passava de um feijão. O que está acontecendo com você? -ele passou a mão pelos cabelos, que já estavam na altura dos ombros. Meu Tarzan.
- Estava pensando em desistir de medicina... quem sabe partir para engenharia química? Sei lá! Só quero esfriar a minha cabeça, talvez ir morar com o papai...
- Papai? -Hazza levantou da cama, nervoso- Ele mau se importa com nossa existência, faça-me o favor, e que história é essa de desistir?
- Eu não sei o que fazer, tá legal? Eu não sei! -levantei da cama também, já aumentando o volume da minha voz- Preciso sair... esfriar a cabeça...
- Dem...
- Só me deixa sozinha, tudo bem? -o interrompi, já saindo do quarto, decidida- Voltarei cedo. Não se preocupe.

E entre as ruas movimentadas de Nova York, encontrei o meu sossego, a minha paz.

Olhando por todas as vitrines das lojas enfeitadas para o Natal, e para todas crianças contentes em fazer cartas para o Papai Noel e ansiosas pelos primeiros flocos de neve, esqueci a tristeza que estava me perseguindo há dias.

Amava o Natal mais que tudo. A melhor época do ano. Inconscientemente já cantarolava All I Want For Christmas Is You. Tudo isso me fazia me lembrar de mamãe, mas eram lembranças tão felizes, que, logo, não conseguia lamentar sua perda. Apenas ficar feliz por termos tidos tantos momentos incríveis.

- Mas que merda! Olha por onde anda! -no meio de meus devaneios, acabei esbarrando com um moreno que estava segurando várias sacolas.
- Me descul... Joseph? -parei meu olhar em seu rosto, surpresa por vê-lo tão... natalino em um suéter verde estampado com várias renas. Tão brega quanto usar chinelo com paletó.
- Tinha que ser você, Demetria.

Escroto! Idiota bipolar!

Nunca conseguiria manter uma boa imagem dele em minha cabeça se Jonas continuasse a ser um escroto depois de me tratar bem.

- Me desculpa -sussurrei, já sem forças para brigar com ele no meio de uma rua movimentada, e virei para ir embora.
- Como você está? -ele me segurou pelo braço, fazendo com que eu voltasse a olhar em seus olhos.
- Es...tou muito bem -respondi sem jeito, odiava contatos repentinos.
- Pensou no que eu te disse hoje cedo? Você não vai desistir, né? -e então ele percebeu o quão vidrada eu estava em seu suéter de tricô. Aquelas malditas renas me chamavam tanto a atenção- Foi a minha vó -ele riu, rouco- Foi um presente adiantado de natal. Mas se você acha que o meu é terrível, é porque ainda não viu o de Kevin. Dani foi a única da família que saiu ilesa dessa tradição -ele sorriu.

Eu ainda estava em choque, eram muitas coisas para assimilar. Joe vestindo um suéter ridículo. Joe sendo legal. Os olhos de Joe. O contato de Joe. Joe falando de sua família, e sem comentários irônicos ou viradas de olhos de escárnio. Joe sorrindo pensando na família. Joe falando na vovó Jonas.

Meu Deus do céu, o que aquele homem é na verdade? Um escroto idiota? Um ogro que, no final das contas, é um príncipe? Preciso de um sinal do céu para desvendar esse garoto.

E, o mais importante, o que os Jonas tinham que me atraía tanto?

- Poxa, não é um suéter tão ruim assim -foi tudo o que eu consegui dizer, e foi o que me fez ficar com vergonha de ter dito, depois de receber uma longa risada como resposta.
- Ah, Lovato, só rindo para não chorar. Você não tem noção da bagunça que está lá em casa nesse clima de festa. Aliás, o que você vai fazer no feriado do papai noel?
- Dormir, provavelmente.
- Seus irmãos não farão nada? Nem seu pai?
- Meu pai tem outra família -dei de ombros- E não sei se estamos no ânimo de fazer alguma coisa esse ano...
- Para com isso. Por que vocês não comemoram com a gente? Assim posso dividir a dor de cabeça que o natal me causa -ele piscou para mim.

Sério mesmo, esse garoto tem sérios problemas. Ele deve ter caído do berço quando nasceu. Ou ter algum tipo de transtorno de personalidade. Alguém precisa levar esse ser pro manicômio, pelo amor!

- Ahn... eu vou pensar sobre isso...

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 24


Por um breve momento fiquei feliz por Joseph estar falando comigo. Mas, em questão de segundos, veio a raiva. Raiva de ver ele, sendo escroto novamente, e querendo controlar a minha vida, assim como faz com meu irmão.

- Não é da sua conta, na boa, Jonas -tentei me desviar dele, sem obter sucesso.
- O que você está pensando em fazer, Lovato? -ele pareceu ignorar completamente a minha raiva.

Estava frustrada por não conseguir fazer com que ele ficasse bravo comigo e nós brigássemos.

- Preciso ir na administração, apenas. Agora, por favor, saia da minha frente, okay?
- Sabe, eu estava ontem na cozinha procurando algo para comer, quando ouvi Nicholas comentando com Kevin que você está pronta para desistir de medicina. É isso o que você vai fazer, Demetria? Desistir como uma fraca? -abaixei a cabeça, com vergonha da minha desistência.

Fiquei puta por ele ter me chamado de fraca. Mas eu era mesmo fraca. Estava pronta para me render, isso fazia de mim uma perdedora, não?

- Lovato, olha para mim -ele segurou meu queixo, firme, fazendo com que eu olhasse em seus olhos- Não faça isso. Ser médica é seu sonho, não? -apenas concordei com a cabeça, o que não rendeu muitos movimentos, já que ele ainda estava segurando meu queixo.
- O que adianta eu continuar com isso e virar uma pessoa fria como você?

Joe me olhou surpreso.

Não esperava por essa, né, garotão?

Soltando meu queixo, ele continuou me olhando surpreso, e perplexo.

- Eu sei sobre a sua mãe -continuei. Pude ver a dor em seus olhos- Jonas, eu não quero me tornar uma pessoa fria.
- O que você sabe? -ele me fitou, sério.
- Que ela morreu quando você era bem novo. Que os pais do Nick te adotaram.

Ele passou a mão pelos cabelos, pensativo.

Será que eu estava cutucando uma ferida que não tinha se cicatrizado ainda?

Engoli seco, torcendo para que ele não ficasse triste. Sabia como aquilo doía. Ah, como eu sabia.

- Eu tinha sete anos, na verdade. Foi terrível, Lovato, foi cruel de mais -ele me puxou para longe da movimentação de alunos do campus- Fora meu pai -ele pronunciou "pai" com uma cara de desgosto e nojo- quem fez isso. Ele se matou logo em seguida. Fiquei uns nove meses no orfanato, já que eu não tinha mais ninguém vivo da minha família biológica, até os Jonas me encontrarem -ele sorriu para mim- Não precisa me olhar com essa cara de pena. Eles foram incríveis, me deram um recomeço, um sobrenome, uma família.
- Joseph, eu não...
- Está tudo bem, Lovato.

Pela primeira vez desde que eu o conheci, vi ele sorrindo de verdade, feliz mesmo.

- Não desisti do meu sonho de ser skatista, sempre quis ser isso, desde meus quatro anos. Não desisti nem quando sofri um acidente em um campeonato, quando estava pronta para ganhar. Você devia aprender com isso, Lovato.

Fiquei encarando ele, desconfiada. Seria Joseph ou uma alucinação minha? Por quê ele estava agindo assim comigo? Ele me odeia, não?

- Obrigada pelo conselho, Jonas -ainda desconfiada, tentei me afastar dele.
- Lovato -Joe segurou me braço- Não desista, por favor. Nicholas vive falando em como você será uma médica incrível. Pelo menos, pense mais um pouco sobre isso. Você vai perceber que é melhor você se manter ocupada com alguma coisa, focada, para parar de ficar em luto.
- Obrigada, de verdade, Jonas.

Então, Joe me soltou, mas eu queria continuar ali. Queria aproveitar enquanto o lado bom dele estava aparecendo. Gostava do Joseph Adam Jonas bom. Odiava quando ele se transformava em Gargamel.

- Jonas, posso te fazer uma pergunta?
- Você já está fazendo -ele sorriu, irônico- Tudo bem, faça.
- Por que você está assim? Sendo... bom?
- Adoro seu irmão -ele disse, sincero- E você me lembra de como reagi. Demetria, tente negar, mas saiba que você se parece muito comigo -Joe piscou para mim, e se afastou antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.

Mas o que aquele idiota estava fazendo comigo?

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 23


Depois que Ashley foi embora, continuei pensando sobre Joseph. O que ele tinha passado o que ele tinha me falado. Se ele acha que Justin deve continuar indo à maldita pista de skate, então ele deve estar certo, ele já tinha passado sobre isso para saber o que nós deveríamos fazer ou não.

Justin estava em seu quarto, deitado na cama com os olhos fechados e fones de ouvido, escutando à algum rapper no último volume. Chutava que era Drake.

- Mané -dei um tapa leve em sua perna, mas ele não me respondeu- MANÉ! -ato contínuo, dei um soco na barriga dele.
- IDIOTA! -ele gemeu, se contorcendo na cama de dor. Pelo menos ele tirou o fone de ouvido.
- Preciso falar com você.
- Demetria, você quase me matou -ele olhou indignado para mim- De verdade. Doeu.

Ignorei suas reclamações e sentei ao seu lado na cama.

- Joe veio falar comigo hoje.
- De novo ele? O garoto não tem mais nada pra fazer da vida?

Ignorei meu irmão novamente.

- Ele falou que você não está indo mais brincar de skate.
- Brincar -ele rolou os olhos- Não é uma brincadeira -ele abaixou a cabeça.
- Então por que você não vai mais lá?
- Não tenho vontade -ele deu de ombros, ainda olhando para baixo.
- Não é seu sonho ser um grande skatista?
- É... 
- Então não desista -fiz com que ele olhasse para mim- Não desista, Justin.
- Mas, Demi...
- Sem "mas". Na boa, eu sei que você está triste e não tem mais motivos para continuar em frente, porém, deixe isso com tempo. Foque apenas nos seus sonhos agora.
- Você me apoia?
- Eu te apoio! 

Era difícil ver Justin tão frágil. Tão indefeso. Nunca tinha visto ele desse jeito. Nem no hospital, lá ele era um cara tão forte, que ajudou tanto Harry como eu. 

- Mamãe não queria que eu fosse skatista -ele riu, triste, e olhou para mim- Queria que eu fosse engenheiro mesmo. Queria que eu fosse um orgulho, assim como você, quando decidiu ser médica.
- Mamãe te amava e apoiava tanto quanto fazia comigo.
- Mas você sabe que uma médica na família vale mais que um skatista -ele piscou para mim, rindo.

Mau ele sabia que logo eu não estaria mais fazendo medicina.

Estava cagando e andando para ser médica.

No dia seguinte, continuei com a mesma má vontade na faculdade. Estava sim bem decidida a trancar o curso. Conseguia aconselhar Justin mas não encontrava uma solução para mim mesma.

Mas a surpresa aconteceu quando eu estava decidida a ir no prédio da administração, pronta para trancar de vez.

- Aonde está indo, Lovato? -Joseph apareceu em meu caminho, me impedindo de fazer o que eu estava pensando em botar em prática há dias.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 22


No dia seguinte, na faculdade, queria o máximo de distância de todos.

Até de Harry.

Até de Nicholas.

E pensava que meu recado estava dado quando ignorei todos que tentaram falar comigo. Mas Joseph, sendo escroto como sempre, fez questão de ultrapassar os limites de minha paciência, e a barreira que eu tinha criado envolta de mim para aguentar o que eu estava considerando como meus últimos dias no curso de medicina.

- Demetria, preciso falar com você -Joseph Jonas me puxou pelo braço quando estava saindo da sala para buscar um suco na cafeteria.

Pude perceber que Selena estava perto de nós, tentando fazer alguns gestos para ele calar a boca e deixar eu ficar em paz, curtindo a minha solidão e o luto por um tempo.

Jonas apenas se deu o trabalho de levantar o dedo do meio para ela, que entrou em um longo estado de indignação.

- Que foi? -deixei ser conduzida até a saída do meu prédio de aulas, para um lugar aonde estivesse menos pessoas possível.
- Seu irmão. Fale com ele.
- O que ele aprontou dessa vez? -deixei escapar um suspiro derrotado. Estava cansada demais para lidar com mais drama, ainda mais os dramas causados por Justin.
- Ele não está indo mais para a pista -Joe disse, em um tom irritado.

Caí na risada. Uma risada gostosa e debochada. Aquele infeliz me interrompe para falar isso? Pelo amor, desse jeito nem parece que nós tínhamos acabado de perder nossa mãe. Justin nem tem cabeça pra sair de casa agora, muito menos pra ficar brincando de skate com os amiguinhos idiotas dele.

- Por que está rindo? -ele me encarou, sério. Quase pude ver em seus olhos a vontade que ele tinha de me estraçalhar em mil pedaços.
- Joseph, você acha mesmo que Justin é obrigado a ir brincar com vocês agora? Não sei se você sabe, mas nossa mãe morreu. Ah, você sabe sim, você estava no hospital até -tentei fazer com que minha frase tivesse o máximo de ironia possível. Ironia e sarcasmo já estavam virando meus melhores amigos.
- Brincar? Caralho, Demetria! Pare de ser idiota! Estou falando sério! -ele até que tentou controlar o volume de sua voz, mas poderia garantir que a universidade inteira parou para assistir nossa briga de camarote.
- Olha, não quero discutir com você. Estou indo pegar um suco, não me atrapalhe, tá legal? -tentei me afastar dele, mas, sendo mais ágil que eu, segurou meu pulso.
- Lovato -ele continuou segurando meu pulso, olhando em meus olhos- Eu sei como dói perder alguém, mas vocês não podem parar de viver. Ele não pode desistir dos sonhos dele. Muito menos você -dito isso, me largou. E, logo, senti saudade de seu toque, da segurança inconsciente que eu sentia ao lado dele. Só pudia dizer que talvez eu estivesse louca.

Naquele momento achei que ele estava dizendo mais uma de suas tolices, e refletindo o sonho dele em Justin. Porém, algumas horas mais tarde, quando Ashley apareceu na minha casa após Jennifer sair com Justin para tentar levantar seu astral, entendi tudo.

- Fiquei sabendo de umas coisas através do Zac.

Ash estava jogada no tapete da sala, comendo Doritos. Eu estava deitada no sofá, concentrada no pote de sorvete de flocos que ela me trouxera da nossa sorveteria predileta.

- E é sobre Joe -ela continuou.
- Não quero saber dele.
- Acho que você vai se impressionar ao saber -ela se sentou, animada- Que ele é adotado.
- Oi? -sentei-me também, tão impressionada como surpresa- Quero dizer, sempre brinquei que ele é tão diferente de Nick que só pode ser adotado. Mas nunca levei isso a sério mesmo.
- Pois é, gata. Nick, Kevin e Frankie são filhos biológicos, mas Joe não. Zac disse que ele não fala muito sobre a mãe biológica dele, só que ela morreu quando ele tinha uns seis anos de idade.
- Por isso que ele é o filho mimado da família -murmurei- E é por isso que Nick e ele disseram que sabem o que é lidar com alguém que perder uma pessoa querida -caí na real, ainda surpresa.
- E você ainda não sabe de nada -ela tentou criar um ar misterioso- Ele sofreu um acidente numa final de um capeonato de skate há poucos anos atrás, quase desistiu dessa ideia de ser um grande skatista.
- Deve ser por isso que ele projeta os sonhos no meu irmão também -concluí- Mas o que ele e Justin tem em comum? Ele já tratava meu irmão assim antes de nossa mãe morrer.
- Isso Zac não disse -Ash deu de ombros- Pelo menos sabemos mais um pouquinho do nosso garoto problema.

Voltei a me deitar no sofá. Tão intrigada e surpresa. Queria tanto abraçar Joe e falar que estava tudo bem. Será que ele tinha me tratado tão bem no hospital por causa disso? E quanto ele deve ter sofrido?

Não conseguia mais odiá-lo.

Mesmo que ele ainda fosse um escroto com "e" maiúsculo.

Turminha, desculpa a demora. Mas, agora que vests já acabaram (e eu to na certeza que não passei pra nenhuma segunda fase) voltarei a postar normalmente ;)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 21



Foi difícil de sair da cama no dia seguinte. Foi difícil tomar café da manhã sem a minha mãe. E foi mais difícil ainda ter que encarar um dia de faculdade depois de tudo o que aconteceu.

Harry tinha decidido ficar em casa, queria descansar e ficar sozinho por um tempo. Entendia até demais ele.

Justin tentava esconder o que estava sentindo, estava mais distante e frio do que nunca.

Logo que chegamos na universidade, Justin foi atrás de seus amiguinhos. Deixei ser guiada por Selena e Miley até a minha sala.

Nicholas estava me esperando. Há poucos dias estaria maluca e pulando de alegria por estar recebendo tanta atenção dele. Hoje nem me importo com o que ele faz por mim. Estava agradecida, mas pouco me impressionava.
Só eu sabia o quanto estava sentindo falta de Joseph. E, no fundo, me odiava por querer que ele estivesse ao meu lado, e não seu irmão lerdo. Estava puta por ser Nick quem estava querendo ser o meu porto seguro.

(...)

Não prestei atenção na aula, nem por um segundo sequer. Tive a impressão que todos estavam me vigiando. Talvez as notícias já atingiram os ouvidos dos curiosos que, por sinal, estão em maioria no campus.

- Nick, preciso falar com você -antes que saíssemos do edifício e fossemos encontrar os meus amigos, puxei ele para um canto esquecido perto da sala de anatomia.

Ninguém nunca ia àquela sala depois das aulas. O cheiro de formol conseguia enjoar qualquer um que se atrevesse ficar por muito tempo por perto. Excelente lugar para ficar sem ninguém saber. Foi ali que Miley teve uma rapidinha com um garoto da sala dela de bioquímica.

- Fale -ele sorriu, educadamente.
- Vou desistir de medicina, não quero que você conte para ninguém. Depois que eu trancar a minha matrícula, contarei para as meninas e os meus irmãos, com cuidado e muita paciência.
- Oi? Você está maluca? Deve ser o formol -Nick me encarou, espantado e, talvez, até indignado- Você lutou por essa vaga. Você deve ter passado horas estudando para isso. Então por quê vai desistir?
- Nick, eu não consegui salvar a minha mãe. Nenhum médico pôde. Como eu quero salvar vidas se não pude salvar nem a da pessoa mais importante da minha vida? Não quero saber do que você irá falar, não me importa, não irei mudar de ideia. Só queria te avisar porque você é a única pessoa que está realmente ao meu lado agora.
- Demetria, por favor, não faça isso -ele pegou minhas mãos, de relance, pude ver seu olhar suplicante- Pense mais um pouco antes de fazer qualquer besteira. Pessoas nascem e morrem, e não podemos mudar muita coisa nisso. Se você se tornar médica, terá a oportunidade de tentar salvar a vida de mães de outras pessoas. Imagina como deve ser bom o sentimento de salvar alguém?
- E se eu não conseguir?
- Bem, muda alguma coisa se eu disse que eu sempre estarei aqui por você -Nicholas sorriu, novamente. Aquele sorriso que me deixaria louca. Mas, naquele momento, queria vomitar vendo ele sendo tão fofo comigo.
- Vamos. Estou começando a ficar tonta com esse cheiro.

Simplesmente dei as costas e saí. Nick me seguiu, saindo do prédio ao meu lado. Já não sabia ao certo se estava gostando de toda essa atenção que ele estava me dando.

- Olha o casal do momento -ouvi aquela voz irritante e tão confortadora ao mesmo tempo. Joseph se aproximou de nós, com um belo sorriso debochado iluminando seu rosto- Ah, irmãozinho, pegue logo essa mulher antes que eu mesmo pegue ela... de novo.
- Fique quieto, Joseph -Nick respondeu, fazendo com que eu olhasse surpresa para ele. O que é que tinha acabado de acontecer ali? Nicholas respondendo o irmão idiota dele? Como assim? O menino mal se defendia há poucos dias atrás.
- Não fique nervosinho, Nicholas. Não me interesso por esse tipo aí -e dito isso, Joseph saiu de nosso caminho, voltando para os braços de uma loira. A irresistível Taylor Swift.

Não que eu esperasse que Joseph fosse se tornar o príncipe. Até porque deixar de ser Gargamel para ser um príncipe encantado é uma bela de uma transformação que só acontece nos contos de fadas e filmes de comédia romântica clichês. Mas jurava que, bem no fundo, Joseph era uma boa pessoa que nos trataria diferente depois de ser o cara perfeito no hospital. Jurava que ele poderia se apaixonar por mim e que nós dois pudéssemos ser o casal perfeito. Pena que essa seria mais uma decepção para a minha lista. E estava pouco me importando para isso. Dane-se Joseph, de verdade. Tinha muitas outras coisas para pensar, e Joseph, definitivamente, não poderia ser uma delas.

Meu pai tinha ficado sabendo do que acontecera e não deu o ar da graça de sua presença em nenhum momento. Estava completamente indignada com isso. Eles foram casados por uns dezenove anos. Como alguém é tão ridículo ao ponto de não querer prestar uma última homenagem à pessoa com quem você dividiu a vida por tantos anos? Mas mau ele sabia que quando eu desistir da minha faculdade, irei morar com ele, aceitando ou não, ele continua sendo meu pai.

- Está tudo bem, Dem? -Selena puxou meu braço, fazendo com que eu voltasse à realidade.
- Aham. Tudo bem.
- Demetria, eu te conheço há tanto tempo, acha mesmo que consegue esconder algo de mim?
- Esquece, Selena. Só me deixa quieta.

Deixando Nicholas, Selena e Miley para trás, fui para casa sozinha.


Galera, desculpa pela demora. Vestibulares ;( Ah e adivinha quem tem a certeza de que vai fazer cursinho ano que vem de novo? Pois é. Juro que vou tentar postar diariamente de novo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 20


Tinha criado a hipótese que mamãe sabia que iria morrer.

Ela tinha dado tantos conselhos no café da manhã do dia anterior, antes de sua morte. Estava diferente. Mas também eu não sabia se estava criando todas essas teorias para me reconfortar.

Todas as minhas amigas tinham ido ao funeral. Até mesmo Zac, Josh e Nick foram também. Menos Joe. Não tinha tempo e muito menos cabeça para pensar nele, porém, de algum jeito, aquilo me machucou. Ele tinha sido tão incrível e maravilhoso comigo ontem no hospital, e hoje, quando eu mais precisava dele, ele simplesmente não estava.

Mas Nick estava lá. Me abraçando. Fazendo de tudo para que eu ficasse bem.

Mas ele não era Joe.

Mas aqueles não eram os braços fortes de Joseph.

Harry estava destruído, fisicamente e emocionalmente. Não reconhecia o meu irmão, nem mesmo me reconhecia, mas Hazza estava diferente de mais, pálido de mais, triste de mais. Queria abraçá-lo e fazer com que ele ficasse melhor, contudo eu não tinha mais forças.

Justin tinha me surpreendido, com sua força, resolvendo tudo para que Harry e eu não tivéssemos que nos preocupar com nada. Não sabia ao certo se ele estava fazendo tudo isso para não desabar também.

- Querem que eu faça o jantar? O que vocês querem comer? -Selena tentou nos animar quando chegamos em casa, após a fatídica cerimônia de despedida.
- Estou sem fome, vou para meu quarto -Justin respondeu, enquanto tirava seu tênis e se preparava para subir a escada.
- Sem essa! -bloqueando a escada, Selena empurrou Justin para cozinha- Vamos todos comer, ficar bem alimentados.

Harry ficou sentado no sofá, sem reação. Apenas olhando para os porta retratos dispostos na mesa de centro.

- Vamos -segurei em sua mão e o ajudei a se levantar- Melhor esfriarmos um pouco a cabeça, certo?

Ele não me respondeu. Apenas andou comigo até a cozinha.

Ah, a cozinha.

Impossível não lembrarmos de nossos cafés da manhã. Impossível não lembrar de mamãe.

Miley me puxou para um abraço. Jenn estava abraçando Justin, confiaria nela para fazer com que ele ficasse bem.

Zac tinha ido embora após deixar Justin em casa e se certificar que ele não faria nenhuma besteira. Josh também já tinha ido. Apenas as meninas e o Nick ficaram.

- Sabe?! Vou fazer macarrão, há quanto tempo eu não faço alguma coisa mais elaborada? Vocês não ficam com medo de eu queimar a cozinha? -Sel tentava nos animar, sem sucesso.
- Venha cá -Nick me puxou para um abraço. Mais um abraço que não me passava o conforto que precisava, não como os de Joe faziam- Sabe que pode contar comigo pra tudo, certo? -assenti com um gesto.
- Obrigada, Nick -levantei a cabeça para olhar em seus olhos- Obrigada por ter ficado o dia inteiro comigo.
- Não foi nada. Sei como isso deve doer, já tive que lidar com isso antes.

Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, Ashley entrou na cozinha, segurando algumas sacolas do mercado.

- Nunca que eu deixaria Selena fazer macarrão sozinha, essa coisa nem sabia que não tinha molho de tomate em casa -Ash murmurou para Nick e eu.

E no meio das minhas melhores amigas, e de Nicholas, pude encontrar paz. Porém, ainda não entendia porque tanto desejava Joseph ao meu lado nesse momento. Não era seu dever estar ao meu lado nesse momento, mas eu o odiava por não estar me abraçando como ontem, odiava não o ter por perto.

Galerinha, me desculpa pelo cap minúsculo, mas como eu já disse, tenho vários vestibulares agora e estou morrendo de estudar.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

GALERINHAAAAAAA

Não esqueci de vocês, mas terei vestibulares importantes agora, então estou me matando de estudar para eles. Mas, tentarei postar hoje, no máximo, amanhã. Então fiquem ligados porque vai ter capítulo novo sim! 🦄

domingo, 8 de novembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 19


Justin tinha ido o mais rápido que ele pode até o hospital, cortando vários carros e, com certeza, acumulado mais algumas multas para seu histórico. Quando chegamos, saímos correndo pelos corredores, à procura de alguma informação. Foi quando um médico, de meia idade e não muito mais alto que Harry, apareceu na sala de espera, procurando pelos parentes de Dianna Lovato.

O doutor não rodeou na notícia, apenas cuspiu que ela tinha chego quase sem vida ao hospital. Tinha tido uma série de paradas cardíacas, fraturado vários ossos e uma hemorragia interna trágica. Estava na mesa de cirurgia, com uma boa equipe de médicos fazendo de tudo para salvá-la.

Senti o peso do mundo cair nas minhas costas. Deslizei da parede em que estava encostada até o chão, colocando a cabeça entre as pernas.

Aquilo não poderia estar acontecendo. Não comigo.

Vi de relance Justin fazendo algumas ligações. Harry se sentou ao meu lado, tão perdido quanto eu. Abracei-o, sem saber se estava tentando me confortar ou confortar a ele.

- Hazza, o que vamos fazer? -virei-me para ele.

Harry estava fitando o chão, o rosto inchado e vermelho. Estava de pijama igual a mim. Não tivemos tempo pra pensar nisso. Não me importava ser vista por todos descabelada, de pijama e jogada no chão da sala de espera. Estava pouco me importando para as aparências.

- Não sei, Dem. Não sei -ele retribuiu o meu olhar, tão perdido, com um olhar de um menino de cinco anos. Não sabia aonde fora parar toda a sua maturidade e liderança.
- Mamãe tem que sair dessa. Ela é forte -disse, tentando convencer a mim mesma.
- E se ela se for, Dem? O que vai ser de nós? Não sei se consigo viver sem ela -Harry encostou a cabeça em meu ombro.

Após poucas -e longas- horas, Justin voltou para a sala de espera, com Miley e Selena ao seu lado. Levantei a cabeça, desgrudando-me de Harry, surpresa com a presença de minhas melhores amigas.

- Demi, como você está? -Selena se aproximou, me ajudando a levantar do chão e me abraçando em seguida.
- Venha, Hazza -Miley fez o mesmo com Harry.
- Liguei para as meninas -Justin disse, colocando as mãos nos bolsos da frente da calça de seu pijama- Acho que precisamos de companhia para passar por isso.
- Obrigada, Justin -disse, sendo sincera, depois de sair do abraço de Selena.
- Ela ainda está em cirurgia? -Miley perguntou.
- Sim. Há três horas -respondi, sem ânimo. O relógio azul de ponteiros, que estava pendurado na parede branca da sala, tinha se tornado meu melhor amigo nas últimas horas. Cada vez em que ele se mexia, era como uma nova onda de esperança para mim.
- Meninas, levem os dois para comer algo ou trocarem de roupa. Ficarei aqui aguardando por notícias -Justin ordenou.
- Não vou sair daqui -fui a primeira a protestar. Nem ferrando eu sairia daquela sala sem notícias da minha mãe.
- Demi, por favor -implorou Selena, quase me puxando para fora.
- Não irei. Harry vá você. Tome água na lanchonete pelo menos -olhei para meu irmão mais velho. Não parecia nada com aquele garoto que sempre me passou a maior segurança do mundo. Estava transtornado, acabado. Tão abatido quanto eu. Sem responder, ele se deixou ser guiado por Miley para fora da minúscula sala de espera.

Sentei em um sofá de três lugares, entre Selena e Justin. Comecei a observar o recinto. Todas as paredes eram brancas, porém os móveis eram azuis, em contraste. Havia apenas mais um sofá de três lugares ao nosso lado, e poucas cadeiras desconfortáveis logo atrás de nós. Uma bancada azul com branco se estendia à nossa frente, aonde uma enfermeira de meia idade, que de hora em hora lançava um olhar terno para a gente, ficava atendendo a todos que estavam ali. Parei meus olhos em um quadro que estava posto atrás da mesa dela. Era uma paisagem, uma casinha solitária no meio de um grande campo de flores. Sem saber o porquê, aquela imagem me tranquilizava.

- Oi, cara -Justin atrapalhou minha visão da tela pintada a tinta óleo quando se levantou, abraçando um moreno. Joseph.

Não estava bem pra lidar com ele. Não queria lidar com ele. Estava tão acabada e indefesa. Mas também não conseguia ficar brava com Justin por tê-lo chamado. Algo sobre sua presença me deixava mais calma, Joseph me transmitia segurança, e não sabia se isso era algo bom ou não. Olhei ao redor, tentando ver se Nicholas tinha vindo com ele, mas tudo o que pude ver foram algumas pessoas tão desorientadas quanto nós, esperando informações sobre algum ente querido.

- Tudo bem, Lovato?

Antes que eu pudesse abrir a boca para respondê-lo, um homem, de pelo menos trinta e cinco anos, vestindo um jaleco branco, atraiu a nossa atenção.

- Família de Dianna Lovato? -Justin acenou com a cabeça, fazendo com que o homem se aproximasse- Sou Derek Sheppard, neurocirurgião -ele nos cumprimentou, educadamente- Eu estava realizando a cirurgia da Sra. Lovato com um grupo de grandes especialistas, enquanto eu tentava diminuir a extensão do trauma craniano, outros médicos estavam tentando conter a hemorragia interna. Saibam que uma cirurgia desse porte sempre está repleta de desafios e riscos. Infelizmente, não conseguimos conter a hemorragia. Foram vários traumas internos, várias paradas cardíacas e respiratórias nesse meio tempo. Desculpem-me. Fizemos o possível.

Ela estava morta.

Minha mãe estava simplesmente... morta.

Não. Não. Não. Não.

Em um movimento brusco, levantei do sofá e saí correndo do hospital. Como isso estava acontecendo? Ela estava bem de manhã, ela estava viva, conversando e brincando no café da manhã. Por quê isso estava acontecendo?

Sentia as lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto. Sentia a brisa contra meu corpo. Mas não sentia mais nada, parecia estar entorpecida pela situação. Sentei no primeiro banco que eu vi do lado de fora do hospital, de frente para uma vasta área repleta de árvores. Me encolhi no assento, colocando a cabeça entre meus joelhos. Deus, como aquilo doía. Queria ter morrido também, naquele banco mesmo.

- Demi! -pude ouvir a voz de Selena se aproximando de mim, mas não fiz nenhum esforço para levantar a cabela e encará-la- Demi, meu Deus, venha cá -senti seus braços me puxando para ela. Ainda não tive força para me movimentar.

E por um tempo continuamos ali, apenas abraçadas, sem nenhuma palavra. Continuei encolhida, mas com a cabeça apoiada no ombro de Selena. Sentia uma dor sufocante em meu peito, mas já não sabia mais o que fazer.

- Selena, melhor você ajudar os meninos. Eu dou conta aqui -levantei um pouco a cabeça para ver um Joseph parado ao nosso lado. Vi algo diferente em seu olhar. Talvez ternura. Mas poderia ser também ilusão minha.
- Não, Joe. Ficarei aqui com ela.
- Você não está ajudando em nada -ouvi ele bufar, sem paciência- Não iremos brigar agora, certo? Deixe-me com ela.

Selena olhou para mim, suplicante. Esperando pela minha resposta ou por uma briga rotineira com Joe. Nada disso aconteceu. Apenas me afastei dela, fazendo com que ela entendesse que pudia me deixar com ele, a sós.

- Voltarei daqui a pouco para ver como você está -Selena beijou a minha testa e foi embora.

Joseph se sentou ao meu lado, ocupando o lugar onde Selena estava. Sem nenhum aviso, me puxou para seu abraço, colocando aqueles braços fortes ao meu redor, e me surpreendendo novamente, ele beijou o topo da minha cabeça, me puxando mais para si.

- Ah, Lovato.

Fiquei apenas ali, perdida em seus braços, apoiando a cabeça em seu peito, sentindo o cheiro do seu perfume 212. Ele me transmitia tanta segurança, tanto poder. Não conseguia me sentir assim com Selena. Então apenas relaxei, desabando novamente em lágrimas, recebendo vários beijos no topo de minha cabeça em troca. Depois, quando estivesse sozinha em meu quarto, não acreditaria nessa cena.

- Te contaram como aconteceu? -Joe quebrou o silêncio, fazendo com que eu levantasse a cabeça de seu ombro.
- Não.
- Você quer saber? Não acho que agora é o momento...
- Tem que ser como um band aid, Joe. Temos que tirá-lo rápido e sofrermos apenas uma vez -Joe me fitou, surpreso.
- Um caminhoneiro acabou dormindo enquanto dirigia, o caminhão estava bem acima da velocidade permitida, acabou entrando na contra mão e invadindo a faixa em que o carro da sua mãe vinha. Foi uma colisão bem feia.

Fiquei brava, de verdade. Só não tinha forças de me levantar e ir atrás do idiota que acabara com a vida de minha mãe. Joe simplesmente voltou a me abraçar. Mais forte. Mais protetor. Sussurrava em meu ouvido que tudo ia ficar bem. Queria muito acreditar nele.

- Você tem que cuidar de seus irmãos, Lovato. Tem que ser forte por eles. Sei que você consegue, sei que é forte o bastante.
- Joe, eu tenho que voltar pro hospital -acordei de meu transe com suas palavras, tinha que ajudar meus irmãos- Tenho que resolver as papeladas e...
- Já resolvi -ele me interrompeu- enquanto você estava aqui com Selena, Miley voltou com Harry, Justin se juntou aos dois para contar as notícias. E eu achei melhor resolver logo isso, assim vocês três poderiam passar por esse baque de uma forma menos dolorosa.
- Obrigada, Joe -funguei, limpando as lágrimas que insistiam em cair.
- Por nada -ele deu de ombros, se negando a me largar.

E naquele momento, já não importava se ele era um escroto que me dera o maior fora do universo. Joseph Jonas estava ao meu lado, me apoiando em meu pior momento.

Me identificando com a Alessandrademi aos 14-15 anos, eu queria arquitetura, e agora aos quase 18 (porque falta só uma semana), quero medicina (quase desistindo, porque vida de cursinho é igual inferno). Nessa quase comecei Adm esse ano, você curte? Caah Santana k acho que Harry não é gay não, mas veremos nos próximos caps ;) Fernanda que coragem hein mina, química é meu maior pesadelo (exatas em si é, mas química é o maior k) mas estou prestando pra eng química em segunda opção esse ano (e não, nem sei porquê já que não vou com a cara da química).

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Skater Boy - Capítulo 18


Depois de Franklin atrapalhar, com sucesso, meu momento com Nick, decidi ligar para Harry e ir embora. Apenas me despedi de Kevin e Nicholas. Joseph e Frankie estavam marcados na minha lista negra.

No dia seguinte, ouvi novamente aquele coro de aleluia ao acordar. Era feriado. Estava pouco me importando se não tinha beijado Nick, era feriado, não tinha motivos para ficar triste.
Ainda descabelada e de pijamas, desci para tomar o santo café da manhã de casa. Podia reclamar e, às vezes, até xingar o ritual de mamãe, mas era muito bom me juntar à minha família todas as manhãs.

Minha mãe estava alegre hoje, mesmo que ela ainda tivesse que ir trabalhar em pleno feriado, continuava com aquele sorriso meigo estampado no rosto. Estava contente com o fato de que talvez hoje conseguisse uma promoção e um belo de um aumento.

- Você vai conseguir, mãe -Harry beijou o topo da cabeça de nossa mãe, antes de sentar-se à mesa.
- Obrigada, querido -ela se virou para a porta da cozinha- VENHA LOGO JUSTIN, O CAFÉ ESTÁ ESFRIANDO!
- ESTOU INDO! -Justin gritou, provavelmente, da escada. Aquele garoto se arrasta toda manhã.
- Como estão indo os estudos com seu namoradinho, Demetria? -mamãe me fitou.

Olhei para Harry, confusa, e ele apenas deu uma curta risada. O que tarzan andava contando para todo mundo? Será que ele queria armar a terceira guerra mundial na família? Não aguentaria minha mãe falando de um hipotético namorado meu para todo mundo.

- Não estou namorando, mãe -respondi, tentando não ficar nervosa.
- Harry disse que você tem um namorado que está fazendo medicina também. Nicholas, não é? Quando vai trazê-lo para sua velha mãe o conhecer e dar as bençãos?

Continuei olhando de olhos arregalados para mamãe e Harry. Nick estava longe de ser meu namorado. Bem longe. Pelo meus cálculos, nós nos beijaremos apenas daqui oito meses, e namoraremos em dois anos. E casamento? Nossa, só daqui um século.

- Mãe, estou falando sério, ele é apenas um amigo.
- Quem é apenas um amigo? -Justin perguntou, ao entrar na cozinha.
- Sua irmã não quer admitir que está namorando -mamãe respondeu Justin, nervosa- Estão vendo? Vocês dois -ela apontou para Just e Hazza- não estão cuidando da irmãzinha de vocês.
- Irmãzinha... -Justin rolou os olhos, recebendo um leve tapa de mamãe em troca.
- Vocês são irmãos, têm que ficar unidos, sabe? Fui criada sozinha, filha única e sem primos. Daria tudo para ter tido dois irmãos. Mas vocês nunca vêm isso, apenas brigam, meu pai do céu! Justin, você deveria cuidar mais da sua família, não existe nada mais importante que isso.
- Mas mãe...
- Ainda não terminei -ela gesticulou com as mãos para que Justin ficasse quieto- Harry, você deveria sair mais, conhecer algumas garotas, você merece.
- Harry merece e eu não... -Justin murmurou, levando outro tapa.
- E Demi, minha menina, cuide desses dois desmiolados -mamãe terminou seu copo de chá e se levantou- Tenho que ir ao trabalho. Espero voltar com boas notícias e um belo de um aumento.
- Boa sorte, mãe -Harry se levantou para abraçá-la.
- Tchau, mãe. Te amo -disse para ela, antes que ela saísse de casa. Nunca dizia que a amava desse jeito, porém hoje algo me fez com que eu tentasse mostrar à ela o quanto era grata por tê-la.

Voltei para a cozinha, encontrando Justin ainda tomando café da manhã.

- Preciso falar com você.
- Sobre Joseph de novo? Ele não te dá mais sossego.
- Não, ele não me dá. Mas não é sobre ele.
- Que é? -Just disse, mau humorado.
- Jennifer.
- De novo? -ele rolou os olhos, deixando a xícara de café de lado.
- O que está acontecendo entre vocês?
- Nada -ele deu de ombros.
- Mas vocês não saíram ontem?
- Sim, saímos. E se você quer saber de detalhes, eu não sou as suas amiguinhas pra ficar falando sobre uma noite de encontro.
- Não quero saber -esboucei uma cara de nojo. Não conseguia imaginar meu irmão em um encontro- Estou preocupada com suas intenções nisso. Você mesmo disse, algumas horas antes de chamá-la pra sair, que tinha dado o fora nela, que não tinha espaço na sua vida para uma garota e muito menos para um compromisso sério como ela quer.
- Mudei de ideia, não posso?
- Isso tem dedo de Joseph, não? Pode me falar o que aquele cretino fez pra mudar sua cabeça.
- Ele não fez nada. Você está paranoica, Demi -ele se levantou, nervoso- E, por favor, não se intrometa na minha vida. Estou bem crescidinho pra cuidar dela sozinho.
- Não me preocupo com você. O que tenho medo é de que você magoe Jenn.
- Ela também já está bem crescidinha. Melhor cuidar da sua vida e de seu namoradinho imaginário -ele disse, antes de sair da cozinha.

Estava sendo difícil cuidar de meu irmão como mamãe queria que eu o fizesse. Seria tão bom se Justin fosse a cópia de Harry, nunca tinha dor de cabeça com ele.

Voltei para o meu quarto, e enquanto tentava estudar um pouco, tive a ideia de ligar para Jennifer, não poderia me meter entre ela e meu irmão, mas poderia avisá-la sobre minhas desconfianças em torno das intenções dele.

- Oi, Dem -ela atendeu alegre, diferente da pessoa que estava chorando pelo telefone da última vez em que eu falara com ela.
- Hey, Jenn. Como foi ontem?
- Incrível, não sabia que seu irmão conseguia ser tão fofo e romântico.

Meu irmão? Fofo? Romântico? Ets haviam o abduzido.

- Tem certeza que você saiu com o Justin, né? Não foi o Harry não? -ouvi a risada dela e sorri com isso. Se meu maninho estava brincando com ela, eu não sei, só sabia que pelo menos ele estava a fazendo um pouco feliz.
- Sua boba. Justin me levou para um restaurante maravilhoso, e quando ele me trouxe de volta para casa, demos alguns beijos e tal -pelo o que conheço de Jennifer, ela estava corando agora.

Mesmo sendo a pessoa mais extrovertida do universo, ela tinha essa grande habilidade de corar sempre que contava algo sobre os pegas dela. Achava isso tão fofo.

- Estou feliz por você, de verdade. Só quero que você coloque em mente que meu irmão é tão escroto como Joseph, ele pode quebrar seu coração e eu não quero que isso ocorra. Não confie muito nele. Nem eu mesma confio.
- Demi, seu irmão é bom. Não parece mas é. Te garanto.

Revirei os olhos. Sabia que ele não é nada disso. A mente das pessoas apaixonadas é tão inocente e tola. Nunca vêm o perigo, mesmo estando parado a um palmo de sua cara.

- Mas toma cuidado, viu loirinha? Sou capaz de colocar ele pra fora de casa se ele fizer algo contra você.
- Relaxa, Dem. Você sabe que eu te amo, não?
- Te amo mais. Tenho que desligar, uma pilha de apostilas me esperam.
- Até amanhã, então.

Desliguei o telefone e me joguei na minha cama. Não sabia mais se tinha forças para continuar estudando.

- DEMI, LEVANTA! PRECISAMOS IR CORRENDO AO HOSPITAL -Harry apareceu no meu quarto, nervoso.
- O que aconteceu? -assustada, levantei da cama.
- LIGARAM PARA O MEU CELULAR. PARECE QUE A MÃE SOFREU UM ACIDENTE DE CARRO E... EU NÃO SEI -ele desabou, com as mãos na cabeça, começou a chorar.
- Calma, Harry -fui até ele- Já falou com o Justin?
- Sim, ele já está lá no carro nos esperando. Temos que ir agora!

E de pijama e ainda descabelada, fui ao hospital com os meus irmãos. Sem chão, sem ter o que pensar. Nada de mais poderia ter acontecido, certo? Harry pode estar nervoso para nada. Mamãe deve ter quebrado um braço ou uma perna. Nada de mais.

Lindos, vamos agitar, quero saber quantos anos vocês têm, se fazem faculdade: qual curso, se não fazem: que curso querem fazer, e o maior sonho de vocês.

1...2...3 E JÁ!